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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Importância do Senado

A IMPORTÂNCIA DO SENADO

por Carla Pola (*)





Não é novidade que o Senado Federal Brasileiro anda desgastado, mas esse desgaste é causado pelos senadores que lá se encontram e não pela Instituição em si mesma. Esta é fundamental numa Democracia Republicana Federativa.
Em países que o território é dividido em Estados Federativos é preciso haver um poder igualitário que represente os territórios (estados), cada unidade da federação. É assim no Brasil e é assim nos Estados Unidos, por exemplo. De outra forma, as decisões caberiam sempre aos estados mais populosos havendo um desequilíbrio.
A palavra Senado deriva do latim senex (velho, idoso), que originou o Senatus que foi a mais remota assembléia política de Roma Antiga, que se originou nos Conselhos de Anciãos, na Antigüidade (4.000 ac). Era a Câmara Alta, assembléia dos notáveis; os mais velhos e experientes, em sua sabedoria, decidiam e aconselhavam nas decisões. Muitos senadores foram exilados por acabarem sendo uma oposição aos imperadores.
O princípio de que os mais velhos e experientes trariam mais sabedoria nas decisões resistiu relativamente através dos tempos; nossa Carta Magna no seu art.14 estabelece a idade mínima de 35 anos para concorrer ao Senado da República, em contraste com Deputado Federal que é de 21 anos.
Sendo o Senado a mais alta Câmara Legislativa que representa os territórios, elege 3 senadores por Estado equilibrando o poder de forças e também dando a mesma importância a cada unidade da federação. Segurando a ânsia legislativa dos deputados que são eleitos em proporcionalidade ao número de eleitores que representam, temos aí a importância do Senado Federal.
Hipoteticamente falando, se hoje o Senado Federal acabasse e tivéssemos só a Câmara dos Deputados, à maior bancada seria a de São Paulo por ser o estado brasileiro com o maior número de eleitores e assim desequilibraria o poder de decisão. Estados com menor número de eleitores ficariam prejudicados. A Câmara dos Deputados representa o povo, por isso o critério da proporcionalidade nas eleições e por isso o maior número de deputados federais serem oriundos de SP.
Vejo muitas pessoas falando num poder legislativo unicameral, isso até faria sentido se falássemos de países divididos somente em municípios e não em estados, valendo assim somente a câmara dos representantes do eleitor; porém, quando há a divisão por estados é preciso o Senado, a fim de equilibrar a Federação e revisar as decisões oriundas da Câmara dos Deputados atendendo aos interesses dos estados federativos.
É preciso entender que a Instituição Senado permanece, são os senadores que passam e passam através do voto. Se queremos um Senado atuante nos interesses que existem numa República, em primeiro lugar é necessário saber votar, elegendo políticos comprometidos com a importância e o verdadeiro papel do senador numa sociedade democrática. Não elejamos os fisiologistas e clientelistas que fazem de uma bela Instituição, a mais alta Câmara Legislativa do país um mercado de troca de favores, um reinado a parte.
Ainda temos muito que aprender. Os eleitores ainda não se conscientizaram do seu papel fundamental na democracia. Votam por troca de favores, sejam telhas, cestas básicas, empregos, enfim... E acabam dando essa aparência de mercado a todos os poderes que precisam ser eleitos pelo voto. De nada adianta reclamar quando não se sabe votar.
Se o Senado Federal do Brasil se encontra na lama do descrédito, da corrupção, das ameaças do banditismo em geral, a culpa é nossa. O Senado como Instituição é nobre e o objetivo da sua existência é mais nobre ainda.
O que vemos hoje? Deputados federais praticando vereança federal e vemos Senadores sem votos dando as cartas no lugar mais alto do Legislativo brasileiro.
Cabe a nós, eleitores, mudarmos este quadro. Exigindo mudanças que comecem a varrer de tão nobre Casa os oportunistas do poder. Que venham as crises! Através delas a verdade se imporá e as mudanças aparecerão! Não nos desesperemos, porém cobremos!
Mudemos essa frase de Theodore Roosevelt:

Quando se faz a chamada no senado, os senadores não sabem quando devem responder "presente"  ou "inocente".

Para essa do Barão de Montesquieu:

Os privilégios devem ser para o Senado (Instituição), competindo aos senadores o simples respeito.

(*) Carla Pola,Professora, Tubarão - Santa Catarina.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Irmandade Muçulmana E O Egito

A IRMANDADE MUÇULMANA E O EGITO
por Carla Pola (*)


A IRMANDADE MUÇULMANA



° O assunto, por si só, já pede um cuidado mais apurado, principalmente, por causa da questão religiosa. Afinal, a civilização ocidental é – em sua maioria – cristã (como eu), ou seja, trazemos arraigados valores como solidariedade, tolerância e fraternidade muito presentes em nosso cotidiano.
° Via de regra, o Cristianismo repugna a violência e prepondera a defesa da vida – tanto a nossa como a de outrem. Aprendemos que se deve olhar para o próximo como a nós mesmos, pois somos o “próximo” de outrem, também.
° Bem ou mal, fomos moldados pelas regras dos 10 mandamentos bíblicos e pela LEI DE DEUS, onde JESUS nasceu para nos ensinar – primeira diferença preponderante, pois os orientais têm JESUS apenas como um PROFETA e não como o FILHO DE DEUS. Apesar disso, não somos melhores ou piores que outros irmãos de outras religioes, ao contrário, nos faz respeitá-los em seus credos, assim como desejamos ser respeitados nos nossos.
° Antes de entrar no tema do artigo, é mister esclarecer o que é a “Irmandade Muçulmana”. A “Jamiat al-Ikhwan al-Muslimun” – em tradução literal “Sociedade de Irmãos Muçulmanos” - foi fundada oficialmente na década de 20 e até os anos 30 não se tem registro de qualquer ato deles contra não-muçulmanos.
° Apesar de identificar-se como “Irmandade”, tem por base o fundamentalismo islâmico, se opondo radicalmente aos governantes do Egito, Marrocos, Turquia, etc. Seu mote principal é fazer valer o “próprio entendimento” do Corão (Livro Sagrado), não admitindo qualquer influência ocidental, inclusive retaliando os islâmicos moderados (sufi). Com o advento do Nazismo na Alemanha e seu ódio contra os judeus – com tropa composta de muçulmanos nazistas, fundadores da mesquita de Munique, local de refúgio pós-guerra –, o número de adeptos aumentou, passando de 800 para 200 mil membros em 1938. Alguns de seus adeptos foram membros da SS, ajudando a matar milhoes de judeus, em especial no gueto de Varsóvia. É justamente neste exercício belicoso que nasce o ódio aos judeus e sua consequente perseguição.
° O lema da “Irmandade” se tornou solene: “DEUS é o único objetivo. Maomé o único líder. O Corão a única Lei. A JIHAD (como identificam a GUERRA SANTA) é o único caminho e morrer por Deus através dela é a única esperança”.
° Essa idéia nazista que virou uma segunda índole dentro da “Irmandade” pode ser comprovada pelo depoimento de testemunhas no julgamento de Mounir AL-Moutassadeq em 2002, acusado de participar dos ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas:

A visão de Atta (líder dos terroristas naquele atentando) baseava-se num modo de pensar nacional-socialista. Ele se convencera de que “os judeus” estão determinados a conquistar o domínio do mundo. Ele considerava a cidade de Nova York como o centro da comunidade judaica do mundo todo, esta que, em sua concepção, era o Inimigo Número Um.


° Assim, em pesquisa mais profunda, a percepção do elo entre a “Irmandade” e o Nazismo se mostrará muito próximo. O perigo maior não se faz apenas contra Israel (inimigo nº1), mas contra todo o ocidente.
°  A “Irmandade” atua aproximadamente em 70 países, entre eles, o Brasil. Em cada região possui uma forma ímpar de agir, mas sempre como base a infiltração.
°  No Egito, por exemplo, a “Irmandade” constrói hospitais e escolas para pessoas carentes. Forma líderes políticos infiltrados em sindicatos e movimentos estudantis, pregando o antiamericanismo e o antisemitismo, mostrando-se sempre como “vítimas” da perseguição de ambos. Em outros países do Oriente Médio, criam grupos terroristas como o Hammas, a Jihad Islâmica Egipcia, o Fatah da Organização para Libertação da Palestina (OLP). No resto do mundo atuam nas redes sociais, através do Facebook e Twitter e, definitivamente, seus membros estão espalhados por todo Ocidente.

 
O EGITO


° O ditador egipcio Mubarak se sustentou no poder usando como escudo o perigo emanado da “Irmandade Muçulmana” (fato real). Aos 82 anos, o chefe de Governo queria fazer seu filho, Gamal, seu sucessor.
° Não deu. O povo egípcio deu um basta em 30 anos de ditadura. O resultado das ações populares foi a renúncia de Mubarak. Assumiu o controle político do país ficará temporáriamente a cargo do “Conselho das Forças Armadas”, que assegura que vai conduzir o país na transição para um regime democrático, sem abolir a autoridade civil.
° Portanto, assim sendo, haverá eleição; no momento o favorito já preparado pela irmandade é Mohamed El-Baradei. E é bem aí que mora o perigo! Tendo a “Irmandade” criado o Hamas que domina a faixa de Gaza, hoje fechada para o lado egípcio, como ficará o quadro geopolítico, caso a “Irmandade” venha a vencer as eleições? Respeitarão a democracia a qual o país será conduzido ou dará um golpe nela?
° Essa semana a “Irmandade Muçulmana” foi cantada em prosa e verso pela imprensa mundial com a revolução acontecida no Egito, chamada como baluarte da democracia e da justiça social. Se o caso não fosse tão sério, seria de morrer de rir. Pois uma “Irmandade” que não aceita e respeita seus irmãos islâmicos moderados, cria e mantém grupos terroristas, como pode ser chamada de defensora da DEMOCRACIA e da JUSTIÇA SOCIAL?
° Fato é que nem o povo egípcio sabe o que é Democracia, se revoltou diante de anos de repressão e miséria, a má qualidade de vida. A força da “Irmandade Muçulmana” no Egito não pode e nem deve ser subestimada.
° Diante de tudo isso, a preocupação ocidental também não é pequena, pois está nas mãos dessa parte do mundo o necessário PETRÓLEO. Situação delicada é pouco!
° Nessas horas gosto sempre de lembrar de Winston Churchill:

“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.”

° Ou...

Se Hitler invadisse o Inferno, eu cogitaria de uma aliança com o Demônio.



(*) Carla Pola, Professora - Tubarão, Santa Catarina, Brasil.
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