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sábado, 5 de março de 2011

Segredo de Corrupção

SEGREDO DE CORRUPÇÃO
por Frei Betto (*)



O penitente ajoelhou-se no confessionário. Impossível definir-lhe o rosto através da treliça de madeira. Tinha, porém, a voz nítida:
- “Padre, há anos sou corrupto. Agora, estou arrependido.”
O arrependimento viera de um trauma de família: a filha adolescente aparecera com câncer. Ele fizera a promessa de virar a página das maracutaias. Narrou a sequência de notas frias, achaques, negociatas, propinas, paraísos fiscais, doleiros, evasão de divisas, sonegações e outros crimes do mundo em que vivia.
Perguntei-lhe se aceitava um café na casa paroquial. Não interessava a sua identidade. Queria saber como se faz um corrupto. 
Na copa, detalhou como, ao longo dos anos, aprendera a mandar os escrúpulos as favas:
- “Comecei numa empresa privada, para a qual eu fazia contatos com o poder público. No início, eu nem pensava em pegar dinheiro para o meu bolso. O patrão me convenceu de que os negócios têm regras que nem sempre condizem com a lei. E quem não participa vira Francisco de Assis, santo mas pobre".
- “Eu acertava o contrato da obra, oferecia ao representante do poder público comissão de 10 a 15% do orçamento, marcava as cartas da licitação. Aprendi que, assim, certos políticos fazem seu caixa de campanha. O que custa 100 é aprovado para receber 500, e 200 vão para o caixa dois. Tudo sem nota fiscal, intermediação bancária, assinaturas. Vale o dinheiro vivo. Lucra a empresa, que ganha a obra; lucra o empresário, que superfaturou; lucra o político, pois as campanhas estão cada vez mais caras. E tudo pago pelo contribuinte”.
- “Um dia me dei conta de que até nas pequenas coisas eu virara ladrão: carregava para casa caixas de lapiseiras e material de escritório e informática. O melhor eram as viagens, nas quais eu superfaturava contas de hotéis e restaurantes.”
- “Meu único receio residia em meu padrão de vida. Morava em condições muito confortáveis para o meu nível salarial. Não chegava a ter medo, porque as pessoas são ingênuas, não prestam atenção na desproporção do cargo que ocupamos com o luxo de que desfrutamos. Nem sequer cobram dos políticos e dos partidos transparência nos gastos de campanha. É por isso que a reforma política não sai. E se sair duvido que acabe com o financiamento privado de candidaturas e obrigue todos os políticos eleitos a quebrarem seu sigilo bancário.”
- "É muito dinheiro que vai para o ralo da corrupção. E há pessoas honestas que sabem disso, mas fazem vista grossa porque não ignoram que a corda rompe do lado mais fraco. Há também chefes e chefetes que não sujam as mãos com o dinheiro escuso, mas se apropriam das vantagens sociais e políticas das negociatas. Pagam a conivência com o seu silêncio”.
- “Por que não existe um Disque Corrupção no qual o denunciante não tenha que se expor?” – perguntei.
- "Poderia haver uma “caça as bruxas” alimentada por inescrupulosos interessados em manchar a honra de gente séria” – disse ele. - “Mas garanto que, na peneira, muito graúdo não haveria de passar.”
Indaguei do penitente como pretendia agir daqui para frente. Disse que enviara um relatório-denúncia ao Ministério Público e entregara cópias a jornalistas de sua confiança. E decidira se desfazer de tudo aquilo que fora adquirido em negociatas, favorecendo a manutenção de uma clínica para enfermos de baixa renda.
Ele me autorizou a publicar o relato. Dei-lhe a absolvição após meditarmos sobre o encontro de Jesus com o rico Zaqueu, que entregou metade de seus bens aos pobres e quatro vezes mais a quem havia fraudado (Lucas 19,1-10).

(*) Frei Betto é escritor, autor do romance policial “Hotel Brasil” (Ática), entre outros livros.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Relação de Crimes em Mossoró 2011

HOMICÍDIOS OCORRIDOS EM  MOSSORÓ/RIO GRANDE DO NORTE
ATÉ HOJE - ANO 2011


Continuação da postagem A LEI DE HAMURABI EM MOSSORÓ DO SÉCULO XXI


Homicídio 26 - O empresário José Breno Cavalcante Bonfada, de 50 anos, foi executado quando chegava em casa por volta das 22h de domingo, dia 20 de fevereiro de 2011, no bairro Walfredo Gurgel, zona leste de Mossoró. Suspeitos teriam roubado pertences da vítima. A Polícia não tem pistas de quem teria praticado este crime.
Homicídio 25 – Moisés Silva, de 23 anos, foi executado com seis tiros no dia 20 de fevereiro de 2011 por dois homens numa moto, no bairro Bom Jesus, zona sul de Mossoró. Moisés morreu a caminho do HRTM. A Polícia apurou no local do crime que Moisés havia matado uma pessoa e desconfia que ele tenha sido vítima de vingança, porém ressaltou que esta é uma das possíveis linhas de investigação que a Policia Civil vai adotar.
Homicídio 24 - O operário Francisco Ribamar Nascimento, 34 anos de idade, foi executado com 4 tiros na cabeça no início da tarde do dia 17 de fevereiro de 2010, na Favela do Forno Velho, margens da BR-405, saída para o município de Apodi. Não teve suspeito preso.
Homicídio 23 - Elimar Alves de Oliveira, 19 anos, foi executado na manhã do dia 11 de fevereiro de 2010 na Rua 6 de janeiro, Bairro Santo Antônio. Não se tem conhecimento quem e o que motivou o crime.
Homicídio 22 - Sávio Sidney Morais Filgueira, de 20 anos, foi encontrado crivado de balas na manhã do dia 11 de fevereiro de 2011 por trás da Creche Tereza Neo, bairro Santo Antônio, zona Oeste da cidade. No local surgiram comentários de Sávio havia praticado um assalto e teria sido executado possivelmente pelas vítimas deste assalto.
Homicídio 21 – Já jovem agricultor João Paulo de Oliveira Santos, de 26 anos, foi morto no dia 10 de fevereiro de 2011, numa estrada carroçável perto do Assentamento Maisa, distante 15 km de Mossoró. O crime aconteceu logo em seguida a execução de Antônio Ferreira. Inclusive o local também foi perto. Os assassinos supostamente teriam sido reconhecidos por João Paulo e o executaram como queima de arquivo. João Paulo morreu no local.
Homicídio 20 – O agricultor Antonio Ferreira da Silva, 51 anos, foi executado (?) na frente do filho, perto do Assentamento Olga Benário, distante 5 km da Maísa, que fica distante 15 km de Mossoró, no final da tarde do dia 10 de fevereiro de 2011. Consta na Policia que o crime foi praticado por dois homens numa moto possivelmente Pop. Eles teriam anunciado assalto e atirado na cabeça da vítima, que ainda saiu com vida do assentamento, mas morreu antes de chegar ao HRTM. 
Homicídio 19 - Foi executado na manhã do dia 7 de fevereiro de 2011 perto da Rua João Damásio, no bairro Belo Horizonte, o desempregado Alan Gledson Gonçalo dos Santos, 19 anos, o Alan Coruja. A vítima ainda foi socorrida pelo SAMU, que o levou ao HRTM, mas já chegou sem vida à unidade hospitalar. Ninguém foi preso, mas quem é público o nome do autor do crime. Trata-se de Vanvan Tucano, que por sinal é amigo de Coruja.
Homicidio 18 - Roberto Dinamiti de Aquino, 26 anos, foi executado no conjunto Rosalândia, perto Conjunto Santa Delmira, em Mossoró, no início da noite de domingo, dia 6 de fevereiro de 2011. Não teve suspeito preso. No horário da manhã, deste mesmo dia, houve uma tentativa de homicídio no Bairro Santo Antônio. A vítima foi atendida no HRTM.
Homicídio 17 - Foi executado o desempregado Francisco Vieira de Melo, 39 anos, residente no birro Santa Helena, zona norte de Mossoró. O crime aconteceu por volta de meia noite do dia 4 de fevereiro, perto da residência da vítima. Homens armados se aproximaram e efetuaram tiros de doze e revolve. Boé, como é conhecido, ainda tentou correr, mas não resistiu e tombou morto. Os assassinos se aproximaram e deram o tiro de misericordia na cabeça.
Homicídio 16 - Foi executado o soldador José Maria dos Reis Silva Rodrigues", de 25, na noite de quarta, dia 2 de fevereiro, no bairro Santo Antônio zona norte de Mossoró. O crime aconteceu perto do Vuco vuco. Nenhum suspeito foi preso.
Homicído 15 - Desempregado Hélio Adriano de Lima, de 22 anos, foi executado às 9h15 do dia 1 de fevereiro de 2011, na Favela do Forno Velho, às margens da BR 405, saída para Apodi, no município de Mossoró. Dois homens numa moto se aproximaram e executaram a vítima com seis tiros. Ninguém foi preso. Janeiro de 2011 
Homicídio 14 - Rubens Ales da Silva, 16 anos, foi executada no conjunto Freitas Nobre, no noite do dia 31 de janeiro. Na mesma ocasião, os assassinos balearam também Nayara Tatiane da Silva, de apenas 9 anos de idade, Francinaldo Dantas da Silva, de 30 ano, Diego de Assis de Lima, de 23 anos de idade. Ninguém foi preso.
Homicídio 13 - Adriana Karoline da Silva, de 13 anos, executada perto do conjunto Freitas Nobre, na zona oeste de Mossoró, no dia 31 de janeiro. Os bandidos queriam matar o namorado dela, Carlos Magno Sabino, de 16 anos, que sofreu tiro no braço e no obdômem. Karoline tomou a frente e levou um tiro na cabeça. Tombou morta no local. Ninguém foi preso. 
Homicídio 12 - Crime aconteceu na rua 6 de Janeiro, número 1444, no bairro Santo Santônio, zona norte de Mossoro. A vítima é Hélio Bezerra da Silva, de 34 anos. Conforme informações passadas pela Policia, a vítima é suspeita de um homicídio em Mossoró. Havia ido embora, mas retornou. Também estaria envolvido com venda de carros de estouro. Nínguém foi preso.
Homicídio 11 - Crime aconteceu as 21h 25 (terça) na rua Wilson Matias de Souza, no bairro Ouro Negro, em Mossoró. A vítima Francisco Anderson de Freitas Gomes, de 17 anos, foi executado com dois tiros, um na perna e outro na região dorsal. A vítima era conhecido por Catatau. Menor suspeito espontaneamente confessou o crime.
Homicídio 10 - "Aldeirton José da Silva", Negão das Peruas, 34 anos de idade, desocupado e morador do bairro Belo Horizonte, foi morto com disparos na cabeça e na região do pescoço e uma cutilada de faca peixeira no abdômen. Crime aconteceu nas proximidades da caixa d'agua do bairro Lagoa do mato em Mossoró. Ninguém foi preso.
Homicídio 09 - Em 17/01/2011 - Flavio A Silva conhecido por "Pelé", foi assassinado a tiros no bairro Barrocas, por desconhecidos. Ninguém foi preso.
Homicídio 08 - Em 16/01/2011 - Ramon Lacerada Calado, 29 anos, foi morto por disparos de arma de fogo quando chegava de motocicleta na residência de um familiar, na Rua das Flores, bairro Belo Horizonte.Ninguém foi preso.
Homicídio 07 - Em 15/01/2011 - Carlos Eduardo Freitas, vulgo "Carlinhos Gordinho", 28 anos de idade, fugitivo da PAMN, foi morto a golpes de faca no quintal de sua residência, no Alto da Pelonha. Ninguém preso.
Homicídio 06 - Em 14/01/2011 - Marcelo Mendonça Germando, o “Boy Marcelo” 16 anos, foi vítima de homicídio na Favela Tranquilim, vítima de vários tiros de revolver, disparados por dois homens ainda não identificados. Ninguém foi preso.
Homicídio 05 - Em 12/01/2011 - Jackson das Chagas Paiva, 27, morador da Rua João Damasio (Favela do BH) foi alvejado com varios disparos de arma de fogo em sua própria residência. Chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital. Ninguém preso.
Homicídio 04, em 09/01/2011. "Pablo Sergison de Andrade, 23 anos. Os acusados chegaram a residência da vitima em um veiculo tipo gol de cor preta e efetuaram vários disparos, matando Pablo na calçada de casa e na frente de seus familiares, no bairro Bom Jardim. Ninguém foi preso.
Homicídio 03 - Em 07/01/2011 - Ricardo Alexandre Ferreira, vulgo "Faustão", foi assassinado quando bebia com um grupo de amigos em um bar localizado no bairro forno velho, as margens BR 405, saída para cidade do apodi. O crime foi elucidado, e um dos que bebiam com Faustão, livrou o flagrante, confessou o crime e aguarda julgamento em liberdade. Ninguém foi preso.
Homicídio 02 - Em 04/01/2011 - por volta de 18h, taxista piauiense José Arnaldo Lopes Filho, de 32 anos, foi executado com tiro na nuca próximo ao Posto Zé da volta 2, área do assenteto Palheio, divisa de Assu com Upanema. Havia infomções qu teria sido em area de Mossoró. A vítima reside em Assu. Estava num Vectra branco, placa MYC 4162. Ninguém foi preso. 
Homicídio 01 - Homicídio por Arma de Fogo em 03/01/2011. Diego Oliveira dos Santos, 22 anos, assassinado na Favela Tranquilim. Autor desconhecido.




Fonte: Cezar Alves, Jornalista e fotojornalista com atuação no Oeste do Rio Grande do Norte, Brasil.

A Lei de Hamurabi em Mossoró do Século XXI


A LEI DE HAMURABI EM MOSSORÓ DO SÉCULO XXI

 


por Cezar Alves (*)



° Não estamos na antiga Mesopotâmia e na nossa presidência não temos Hamurabi - que reinou de 1792 a.C. até sua morte, em 1750 a.C. -, época onde o criminoso era punido conforme o previsto na LEI DO TALIÃO: "Olho por olho, dente por dente". Estamos no Brasil, onde hipoteticamente o que vigora é o CÓDIGO PENAL - que prevê uma investigação criminal, uma denúncia formalizada por um Promotor de Justiça e uma sentença proferida por um Juiz, dando ampla defesa ao réu.
° Assim que deveria ser, mas não o é.
°  Somente em MOSSORÓ - cidade com 259 mil habitantes no Oeste do Rio Grande do Norte - haviam sido registradas 24 execuções somente neste ano de 2011. Outras 23 pessoas foram feridas a bala. Enquanto escrevia este texto - noite de 20 de fevereiro de 2011 - chegou a notícia de mais uma execução na cidade. A vítima foi o empresário JOSÉ BRENO CAVALCANTE BONFADA, de 50 anos, morto a tiros na porta da residência, na zona leste da cidade. Neste mesmo dia, foi executado também MOISÉS DA SILVA, de 23 anos, com seis tiros disparados por dois homens que fugiram n'uma moto, na zona sul da cidade. Pelo que se sabe, um caso não tem qualquer ligação com o outro.
° Em 2008, foram 118 execuções. No ano seguinte, foram 105 execuções. Em 2010, este número chegou a 150.
° Observando o Mapa da Violência 2010, observa-se que, de 2002 a 2007, o número de homicídios no RIO GRANDE DO NORTE aumentou 82,5%, na BAHIA aumentou 89% e em ALAGOAS passou de 100% neste mesmo período.
° Mas por que tantos homicídios? A resposta não vem de um entendido na área de Segurança Pública, que certamente culparia o tráfico de drogas. Porém, a resposta vem de forma cristalina dos números estatísticos dos próprios órgãos públicos:
90% das execuções ocorridas em 2008 não foram solucionadas. O mesmo percentual em 2009 e a mesma coisa em 2010. Das 25 execuções em 2011, nenhum suspeito foi preso.
° Por que estes crimes não são solucionados e os criminosos presos? Primeiro, faltam agentes civis, delegados e escrivãos. O Governo do Estado - Gestões VILMA DE FARIAS (2003 a 2010), do PSB, e ROSALBA CIARLINE ROSADO (2011),  do DEM - não contrata policiais civis há mais de seis anos. Preferiu investir em Polícia Militar e no aluguel de viaturas. Segundo, falta apoio de um serviço de inteligência bem equipado para os poucos agentes civis trabalharem e, por último, não existe perícia forense para dar suporte técnico as investigações. Inclusive, o Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) - a quem compete as perícias forenses - está em greve.
° Em resumo, diante deste quadro, as investigações não são concluídas. Quando raramente o são, chegam aos TRIBUNAIS sem provas técnicas, obrigando o Ministério Público Estadual a fazer a denúncia contra o réu sem as provas técnicas necessárias para uma condenação exemplar. As vezes, o processo é arquivado por pura ausência de provas.
° A Polícia Civil e Militar têm declarado a imprensa que a onda de execuções em MOSSORÓ -  cuja Prefeita FAFÁ ROSADO é prima da Governadora - se trata, pura e simplesmente, de briga de gangues. Entretanto, observando-se friamente caso a caso, conclui-se facilmente que não é o caso. Em mais de 70% dos crimes, os criminosos chegam de moto, usando capacetes e executam as vítimas a tiros. Quando se procura informações sobre a vítima, percebe-se que esta já cometeu um crime - ou tentou cometer - no passado. Portanto, na maioria dos casos existe um FORTE INDÍCIO de que se trata de VINGANÇA.
° A roda viva é perene. A cada NOVO CRIME, a Polícia - sem estrutura básica para investigar - não prende os pistoleiros e mandantes. Enquanto isso, a FAMÍLIA DA VÍTIMA sabe quem mandou matar e FAZ JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS. Eis que voltamos a LEI DO TALIÃO.
° O cenário de guerra urbana vem se formando ao longo dos anos, com sucessivos casos de injustiça. É um assalto que não foi esclarecido, mas a vítima sabe quem é o AUTOR. É um homicício - ou até outros tipos de crimes - que o ESTADO negligencia na investigação, na denúncia e na punição. Algumas vítimas evitam até procurar o poder público com a justificativa de que nada será resolvido, o que de fato é verdade.
O caso do marceneiro Mateus Bezerra, de 38 anos, ocorrido de agosto a novembro de 2010, ilustra bem este quadro. Talvez um pouco além do necessário. Mateus teve o filho de 17 anos executado por um vizinho devido a uma briga tola entre os dois. Aguardou 25 dias e se quer foi ouvido na Polícia Civil. Se armou e matou o assassino do filho. Os irmãos deste assassino se armaram e executaram Mateus na frente da família. A sogra de Mateus teve um problema cardiovascular e morreu. Seus filhos se armaram e foram matar o assassino de Mateus e da mãe, mas terminaram matando outras duas pessoas que estava na casa destes assassinos. Tudo isto num intervalo de agosto a novembro de 2010.  É provável que este caso ainda resulte em mais mortes, pois em alguns casos, a vingança acontece em acontece em dois ou três anos depois.
° Observando o número de habitantes, o quadro de insegurança no Rio Grande Norte só não é o pior do País, conforme o Mapa da Violência 2010, com o registrado nos Estado de Alagoas e Bahia. E a tendência é piorar, pois os investimentos em segurança pública nestes três estados não contemplam setores da Polícia Judiciária como inteligência e perícia forense. Uma arma que poderia esclarecer a autoria de um crime, por exemplo, ao ser apreendida com um suspeito, sequer passa por um exame balístico, para, através de comparações definirem se este referida arma já foi usada em algum homicídio ou tentativa.
° Diante deste quadro de completa impunidade dos criminosos, não será surpresa nenhuma se os autores da execução do Sr. Breno Cavalcante forem executados nos próximos anos. O caso de Moisés da Silva, também executado no dia 20 de fevereiro de 2011 em Mossoró, segundo as testemunhas contaram a Polícia Militar, já é conseqüência de outro crime que teria sido praticado por Moisés da Silva. E como a família dele sabe de quem se trata, também não será surpresa nenhuma se membros desta família serem executados nas mesmas condições.
° Para reduzir a violência com a atual conjuntura econômica e social, o Estado precisa primeiro reestruturar totalmente a polícia judiciária. O segundo investimento, conforme a Doutora em Educação CLÁUDIA SANTA ROSA, deve ser em educação em tempo integral com escolas construídas em locais amplos, com estrutura de esportes, cultura e lazer, para a criança em sua formação não ficar exposta ao convívio da rua, com acesso a televisão e a internet monitorado. O terceiro setor, conforme o Promotor de Justiça ÍTALO MOREIRA MARTINS, é o prisional. O preso precisa trabalhar na prisão para pagar ao Estado pelo crime cometido, ajudar nas despesas da família e, se for o caso, ter uma chance de resgatar sua própria dignidade como trabalho, evitando assim sair da prisão pior do que entrou. Este seria o caminho para não continuarmos no século XXI a Lei de Hamurabi.



(*) Cezar Alves, Jornalista e fotojornalista com atuação no Oeste do Rio Grande do Norte, Brasil.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Profecia Do General

A PROFECIA DO GENERAL

 
 
Impressionante a profecia do General Mourão Filho (1900-1972).
O General morreu em 1972 e, portanto, NÃO conheceu Luís Inácio LULA da Silva.
Assim, veja como o General foi profético quando escreveu em seu livro nos idos de 1970:
 
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