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terça-feira, 12 de abril de 2011

O Sílêncio que assusta





O SILÊNCIO QUE ASSUSTA











◊ Com toda razão, a mídia, em seus diferentes campos de atuação, é considerada o quarto poder. Os outros três são muito bem conhecidos, começando pelo executivo, passando pelo legislativo e terminando com o judiciário. Este quarto poder é o que investiga, divulga, pesquisa e atualiza constantemente o cidadão, dando destaque aos atos importantes dos três primeiros, além de prestar um sem-número de serviços públicos, desde informar as novas descobertas da ciência, até as programações culturais, os assuntos sócio-políticos ou focando e agradando o público feminino com as tendências da moda, da culinária (e as inevitáveis fofocas), ou aumentando o estresse da platéia masculina com o onipresente futebol e, um pouco distanciados, muitos outros esportes, individuais ou coletivos. Há milhares de cadernos, canais, estações de rádio e outros para quase todo tipo de ser humano. Com certeza, utilizando cada vez mais recursos moderníssimos, tecnologias de última geração, imagens de todos os ângulos, aquela câmera lenta que desvenda detalhes, outrora imperceptíveis num determinado lance, ou que coloca a cena da tela bem no nosso colo, como no caso da 3D; é assim possível entreter cada vez melhor o assinante, aquele indivíduo que deseja espairecer, relaxar, torcer, esquecer um pouco a dura realidade do mundo em que vivemos.
◊ No entanto, infelizmente, o aspecto essencial, o alimento, a informação de que realmente necessitamos em nossa caminhada, nos é negado rigorosa e pontualmente. Poderá ser que este poder esteja dependendo por demais dos outros três... Talvez encontre-se de rabo preso, perdendo sua cristalinidade, sua transparência, seu espírito de busca incessante pela verdade. Parece mesmo que já está acomodado, que as polpudas verbas de publicidade – pública e privada –, limitaram sua agilidade, acuidade, ética e, assim, o serviço ao público virou serviço ao poder público (e privado).
◊ Não entrarei aqui no mérito da qualidade dos programas exibidos na TV, na superficialidade, na inutilidade de certas revistas ou na violência servida a toda hora e lugar, ao medo que é espalhado no éter e que contamina quem lê jornais, assiste TV ou ouve rádio.
◊ O que realmente incomoda, o que assusta mesmo é o silêncio, o descaso, a ausência, a invisibilidade. Refiro-me aqui a uma infinidade de assuntos, de técnicas, de recursos disponíveis na Natureza para ajudar a Humanidade em sua caminhada, algo que teimosamente a maioria dos meios, inclusive os que assino regularmente há décadas, insiste em ignorar.
◊ Histórias de superação, de altruísmo, de almas nobres, despertas, compassivas não fazem parte da pauta. Divulgar o sucesso comprovado em estudos de caso de técnicas não invasivas, das terapias espirituais, das curas à distância, da eficácia do perdão ou da EFT, da terapia regressiva, das constelações familiares, das essências florais, da fitoterapia, e de um sem-número de outras aliadas, é praticamente proibido.
◊ Assim, somos todos reféns – como o é o governo – dos laboratórios farmacêuticos, de multinacionais poderosas da indústria alimentícia, de bebidas, de fast-food, que despejam, em nossos corpos, remédios com efeitos colaterais letais, hormônios e fertilizantes; flúor, lítio, alimentos geneticamente modificados, gorduras trans em quantidades absurdas e prejudiciais à saúde.
◊ Imagino que agora pensas que eu surtei, certo? Isso decerto te parece futilidade, contudo é este o ponto, caríssimos. Se questões comprovadas pela ciência não são veiculadas pelas mídia, vais querer que informem ao povo sobre a profundidade de temas mais simples como a corrupção de todos nos dias atuais?
◊ Alôô!... Acorda!
◊ O problema reside no fato de agirmos como se o assunto não fosse importante, que não é da nossa conta, que somos poucos e fracos, que a coisa é grande demais... Que nada podemos modificar... Até quando deixaremos, por exemplo, que os nossos representantes políticos – eleitos através do processo eleitoral – fiquem impunemente agindo sem defender os nossos direitos?
◊ Precisamos urgentemente começar a fazer nossa parte.
◊ Quando precisamos reclamar de algo no Judiciário, necessário se faz contratar um advogado ou defensor público, não é? Estes, então, são tidos como nossos representantes judiciais. Precisam de um instrumento para agir em nosso nome: Procuração.
◊ A questão básica é que, quando achamos que estes não estão nos defendendo direito, arrumamos outro. Então, por quê não agimos igual no que tange ao processo eleitoral?... Será que realmente gostamos de receber, ao final do mês, R$545,00 (quinhentos e   quarenta e cinco reais) ao passo que nossos representantes recebem mais de R$20.000,00 (vinte mil reais) entre salário e mordomias?
◊ Quem pode mais: o patrão ou o empregado?
◊ Quando, finalmente, começaremos a nos posicionar de forma totalmente consciente, conhecendo e valorizando nossos direitos, evitando quando possível o desinteresse tão comum nas pessoas de instrução elevada, mas de alienação política extremada?
◊ Será, realmente, difícil entender que a decisão irresponsável de um interfere na entrega de direitos e na exigência de deveres de outrem?... Não acredito que seja necessária a exigência de sacrifício tamanho para agir com um nível mediano de consciência.
◊ Precisamos ainda fazer e exigir mais, muito mais.
◊ Refiro-me ao descaso, ao desconhecimento do que acontece com teu vizinho, ou mesmo teu amigo.
◊ O cúmulo do desrespeito e da hipocrisia da mídia foi ver a jornalista Fátima Bernardes diante da Escola de Realengo... Faça-me o favor!!!
◊ Por quê este quarto poder não se apresenta para defender o povo?... Estou delirando? Se as grandes mídias são feita para o povo e se o povo paga – mesmo sem saber disso – pela transmissão dos programas, o que falta para fazer o que é certo, o que é justo, o que é legal, mas principalmente, o que é moralmente ético?
◊ Assassinaram Tim Lopes? A Vênus Platinada usou de seus recursos, cobrou alguns favores e prometeu algumas vantagens a muitos para verdadeiramente caçar os assassinos do jornalista... Está errado? Claro que não... O pecado mora ao lado. Ajudar os meus é meu DIREITO, socorrer os outros é meu DEVER. Até que se mudem as leis - já que a Carta Magna deste país é remendada de acordo com a moda partidária -, OMISSÃO é crime.
◊ É obrigatório adentrarmos nas outras dimensões, sem medo, desvendando sua aparente complexidade, aprendendo a navegar sutilmente por entre os planos.
◊ Precisamos cerrar fileiras, assumir nossa força inata, exigir o que é de nosso direito, lutar contra a mentira, a corrupção, a inércia, cobrar das mídias as informações indispensáveis, com pesquisas honestas, profundas, abrangentes e multidisciplinares.
◊ É urgente ainda deixarmos de adquirir produtos nocivos, supérfluos; somos nós que sustentamos essas empresas – cujo objetivo declarado é o lucro máximo a qualquer custo –, que nos consideram meras banalidades estatísticas, que levam em conta quantos celulares temos, quanto e onde gastamos em cartões, ou qual é a marca, modelo e ano de nosso automóvel.
◊ Pode parecer delírio, mas o Universo deseja o nosso comparecimento. A mensagem que intuímos é muito forte e clara. Devemos passar de fase – no Playstation da vida – e realizar com esmero nosso plano original, aquele que juramos cumprir para nós mesmos, nossa família e amigos. Os sinais estão por toda parte. Não há como ignorá-los. Está mais que na hora. Não podemos chegar a fazer como os músicos do Titanic, que ficaram tocando seus instrumentos, como se o navio não estivesse afundando.
◊ É o nosso silêncio que assusta.

sábado, 5 de março de 2011

Segredo de Corrupção

SEGREDO DE CORRUPÇÃO
por Frei Betto (*)



O penitente ajoelhou-se no confessionário. Impossível definir-lhe o rosto através da treliça de madeira. Tinha, porém, a voz nítida:
- “Padre, há anos sou corrupto. Agora, estou arrependido.”
O arrependimento viera de um trauma de família: a filha adolescente aparecera com câncer. Ele fizera a promessa de virar a página das maracutaias. Narrou a sequência de notas frias, achaques, negociatas, propinas, paraísos fiscais, doleiros, evasão de divisas, sonegações e outros crimes do mundo em que vivia.
Perguntei-lhe se aceitava um café na casa paroquial. Não interessava a sua identidade. Queria saber como se faz um corrupto. 
Na copa, detalhou como, ao longo dos anos, aprendera a mandar os escrúpulos as favas:
- “Comecei numa empresa privada, para a qual eu fazia contatos com o poder público. No início, eu nem pensava em pegar dinheiro para o meu bolso. O patrão me convenceu de que os negócios têm regras que nem sempre condizem com a lei. E quem não participa vira Francisco de Assis, santo mas pobre".
- “Eu acertava o contrato da obra, oferecia ao representante do poder público comissão de 10 a 15% do orçamento, marcava as cartas da licitação. Aprendi que, assim, certos políticos fazem seu caixa de campanha. O que custa 100 é aprovado para receber 500, e 200 vão para o caixa dois. Tudo sem nota fiscal, intermediação bancária, assinaturas. Vale o dinheiro vivo. Lucra a empresa, que ganha a obra; lucra o empresário, que superfaturou; lucra o político, pois as campanhas estão cada vez mais caras. E tudo pago pelo contribuinte”.
- “Um dia me dei conta de que até nas pequenas coisas eu virara ladrão: carregava para casa caixas de lapiseiras e material de escritório e informática. O melhor eram as viagens, nas quais eu superfaturava contas de hotéis e restaurantes.”
- “Meu único receio residia em meu padrão de vida. Morava em condições muito confortáveis para o meu nível salarial. Não chegava a ter medo, porque as pessoas são ingênuas, não prestam atenção na desproporção do cargo que ocupamos com o luxo de que desfrutamos. Nem sequer cobram dos políticos e dos partidos transparência nos gastos de campanha. É por isso que a reforma política não sai. E se sair duvido que acabe com o financiamento privado de candidaturas e obrigue todos os políticos eleitos a quebrarem seu sigilo bancário.”
- "É muito dinheiro que vai para o ralo da corrupção. E há pessoas honestas que sabem disso, mas fazem vista grossa porque não ignoram que a corda rompe do lado mais fraco. Há também chefes e chefetes que não sujam as mãos com o dinheiro escuso, mas se apropriam das vantagens sociais e políticas das negociatas. Pagam a conivência com o seu silêncio”.
- “Por que não existe um Disque Corrupção no qual o denunciante não tenha que se expor?” – perguntei.
- "Poderia haver uma “caça as bruxas” alimentada por inescrupulosos interessados em manchar a honra de gente séria” – disse ele. - “Mas garanto que, na peneira, muito graúdo não haveria de passar.”
Indaguei do penitente como pretendia agir daqui para frente. Disse que enviara um relatório-denúncia ao Ministério Público e entregara cópias a jornalistas de sua confiança. E decidira se desfazer de tudo aquilo que fora adquirido em negociatas, favorecendo a manutenção de uma clínica para enfermos de baixa renda.
Ele me autorizou a publicar o relato. Dei-lhe a absolvição após meditarmos sobre o encontro de Jesus com o rico Zaqueu, que entregou metade de seus bens aos pobres e quatro vezes mais a quem havia fraudado (Lucas 19,1-10).

(*) Frei Betto é escritor, autor do romance policial “Hotel Brasil” (Ática), entre outros livros.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Relação de Crimes em Mossoró 2011

HOMICÍDIOS OCORRIDOS EM  MOSSORÓ/RIO GRANDE DO NORTE
ATÉ HOJE - ANO 2011


Continuação da postagem A LEI DE HAMURABI EM MOSSORÓ DO SÉCULO XXI


Homicídio 26 - O empresário José Breno Cavalcante Bonfada, de 50 anos, foi executado quando chegava em casa por volta das 22h de domingo, dia 20 de fevereiro de 2011, no bairro Walfredo Gurgel, zona leste de Mossoró. Suspeitos teriam roubado pertences da vítima. A Polícia não tem pistas de quem teria praticado este crime.
Homicídio 25 – Moisés Silva, de 23 anos, foi executado com seis tiros no dia 20 de fevereiro de 2011 por dois homens numa moto, no bairro Bom Jesus, zona sul de Mossoró. Moisés morreu a caminho do HRTM. A Polícia apurou no local do crime que Moisés havia matado uma pessoa e desconfia que ele tenha sido vítima de vingança, porém ressaltou que esta é uma das possíveis linhas de investigação que a Policia Civil vai adotar.
Homicídio 24 - O operário Francisco Ribamar Nascimento, 34 anos de idade, foi executado com 4 tiros na cabeça no início da tarde do dia 17 de fevereiro de 2010, na Favela do Forno Velho, margens da BR-405, saída para o município de Apodi. Não teve suspeito preso.
Homicídio 23 - Elimar Alves de Oliveira, 19 anos, foi executado na manhã do dia 11 de fevereiro de 2010 na Rua 6 de janeiro, Bairro Santo Antônio. Não se tem conhecimento quem e o que motivou o crime.
Homicídio 22 - Sávio Sidney Morais Filgueira, de 20 anos, foi encontrado crivado de balas na manhã do dia 11 de fevereiro de 2011 por trás da Creche Tereza Neo, bairro Santo Antônio, zona Oeste da cidade. No local surgiram comentários de Sávio havia praticado um assalto e teria sido executado possivelmente pelas vítimas deste assalto.
Homicídio 21 – Já jovem agricultor João Paulo de Oliveira Santos, de 26 anos, foi morto no dia 10 de fevereiro de 2011, numa estrada carroçável perto do Assentamento Maisa, distante 15 km de Mossoró. O crime aconteceu logo em seguida a execução de Antônio Ferreira. Inclusive o local também foi perto. Os assassinos supostamente teriam sido reconhecidos por João Paulo e o executaram como queima de arquivo. João Paulo morreu no local.
Homicídio 20 – O agricultor Antonio Ferreira da Silva, 51 anos, foi executado (?) na frente do filho, perto do Assentamento Olga Benário, distante 5 km da Maísa, que fica distante 15 km de Mossoró, no final da tarde do dia 10 de fevereiro de 2011. Consta na Policia que o crime foi praticado por dois homens numa moto possivelmente Pop. Eles teriam anunciado assalto e atirado na cabeça da vítima, que ainda saiu com vida do assentamento, mas morreu antes de chegar ao HRTM. 
Homicídio 19 - Foi executado na manhã do dia 7 de fevereiro de 2011 perto da Rua João Damásio, no bairro Belo Horizonte, o desempregado Alan Gledson Gonçalo dos Santos, 19 anos, o Alan Coruja. A vítima ainda foi socorrida pelo SAMU, que o levou ao HRTM, mas já chegou sem vida à unidade hospitalar. Ninguém foi preso, mas quem é público o nome do autor do crime. Trata-se de Vanvan Tucano, que por sinal é amigo de Coruja.
Homicidio 18 - Roberto Dinamiti de Aquino, 26 anos, foi executado no conjunto Rosalândia, perto Conjunto Santa Delmira, em Mossoró, no início da noite de domingo, dia 6 de fevereiro de 2011. Não teve suspeito preso. No horário da manhã, deste mesmo dia, houve uma tentativa de homicídio no Bairro Santo Antônio. A vítima foi atendida no HRTM.
Homicídio 17 - Foi executado o desempregado Francisco Vieira de Melo, 39 anos, residente no birro Santa Helena, zona norte de Mossoró. O crime aconteceu por volta de meia noite do dia 4 de fevereiro, perto da residência da vítima. Homens armados se aproximaram e efetuaram tiros de doze e revolve. Boé, como é conhecido, ainda tentou correr, mas não resistiu e tombou morto. Os assassinos se aproximaram e deram o tiro de misericordia na cabeça.
Homicídio 16 - Foi executado o soldador José Maria dos Reis Silva Rodrigues", de 25, na noite de quarta, dia 2 de fevereiro, no bairro Santo Antônio zona norte de Mossoró. O crime aconteceu perto do Vuco vuco. Nenhum suspeito foi preso.
Homicído 15 - Desempregado Hélio Adriano de Lima, de 22 anos, foi executado às 9h15 do dia 1 de fevereiro de 2011, na Favela do Forno Velho, às margens da BR 405, saída para Apodi, no município de Mossoró. Dois homens numa moto se aproximaram e executaram a vítima com seis tiros. Ninguém foi preso. Janeiro de 2011 
Homicídio 14 - Rubens Ales da Silva, 16 anos, foi executada no conjunto Freitas Nobre, no noite do dia 31 de janeiro. Na mesma ocasião, os assassinos balearam também Nayara Tatiane da Silva, de apenas 9 anos de idade, Francinaldo Dantas da Silva, de 30 ano, Diego de Assis de Lima, de 23 anos de idade. Ninguém foi preso.
Homicídio 13 - Adriana Karoline da Silva, de 13 anos, executada perto do conjunto Freitas Nobre, na zona oeste de Mossoró, no dia 31 de janeiro. Os bandidos queriam matar o namorado dela, Carlos Magno Sabino, de 16 anos, que sofreu tiro no braço e no obdômem. Karoline tomou a frente e levou um tiro na cabeça. Tombou morta no local. Ninguém foi preso. 
Homicídio 12 - Crime aconteceu na rua 6 de Janeiro, número 1444, no bairro Santo Santônio, zona norte de Mossoro. A vítima é Hélio Bezerra da Silva, de 34 anos. Conforme informações passadas pela Policia, a vítima é suspeita de um homicídio em Mossoró. Havia ido embora, mas retornou. Também estaria envolvido com venda de carros de estouro. Nínguém foi preso.
Homicídio 11 - Crime aconteceu as 21h 25 (terça) na rua Wilson Matias de Souza, no bairro Ouro Negro, em Mossoró. A vítima Francisco Anderson de Freitas Gomes, de 17 anos, foi executado com dois tiros, um na perna e outro na região dorsal. A vítima era conhecido por Catatau. Menor suspeito espontaneamente confessou o crime.
Homicídio 10 - "Aldeirton José da Silva", Negão das Peruas, 34 anos de idade, desocupado e morador do bairro Belo Horizonte, foi morto com disparos na cabeça e na região do pescoço e uma cutilada de faca peixeira no abdômen. Crime aconteceu nas proximidades da caixa d'agua do bairro Lagoa do mato em Mossoró. Ninguém foi preso.
Homicídio 09 - Em 17/01/2011 - Flavio A Silva conhecido por "Pelé", foi assassinado a tiros no bairro Barrocas, por desconhecidos. Ninguém foi preso.
Homicídio 08 - Em 16/01/2011 - Ramon Lacerada Calado, 29 anos, foi morto por disparos de arma de fogo quando chegava de motocicleta na residência de um familiar, na Rua das Flores, bairro Belo Horizonte.Ninguém foi preso.
Homicídio 07 - Em 15/01/2011 - Carlos Eduardo Freitas, vulgo "Carlinhos Gordinho", 28 anos de idade, fugitivo da PAMN, foi morto a golpes de faca no quintal de sua residência, no Alto da Pelonha. Ninguém preso.
Homicídio 06 - Em 14/01/2011 - Marcelo Mendonça Germando, o “Boy Marcelo” 16 anos, foi vítima de homicídio na Favela Tranquilim, vítima de vários tiros de revolver, disparados por dois homens ainda não identificados. Ninguém foi preso.
Homicídio 05 - Em 12/01/2011 - Jackson das Chagas Paiva, 27, morador da Rua João Damasio (Favela do BH) foi alvejado com varios disparos de arma de fogo em sua própria residência. Chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital. Ninguém preso.
Homicídio 04, em 09/01/2011. "Pablo Sergison de Andrade, 23 anos. Os acusados chegaram a residência da vitima em um veiculo tipo gol de cor preta e efetuaram vários disparos, matando Pablo na calçada de casa e na frente de seus familiares, no bairro Bom Jardim. Ninguém foi preso.
Homicídio 03 - Em 07/01/2011 - Ricardo Alexandre Ferreira, vulgo "Faustão", foi assassinado quando bebia com um grupo de amigos em um bar localizado no bairro forno velho, as margens BR 405, saída para cidade do apodi. O crime foi elucidado, e um dos que bebiam com Faustão, livrou o flagrante, confessou o crime e aguarda julgamento em liberdade. Ninguém foi preso.
Homicídio 02 - Em 04/01/2011 - por volta de 18h, taxista piauiense José Arnaldo Lopes Filho, de 32 anos, foi executado com tiro na nuca próximo ao Posto Zé da volta 2, área do assenteto Palheio, divisa de Assu com Upanema. Havia infomções qu teria sido em area de Mossoró. A vítima reside em Assu. Estava num Vectra branco, placa MYC 4162. Ninguém foi preso. 
Homicídio 01 - Homicídio por Arma de Fogo em 03/01/2011. Diego Oliveira dos Santos, 22 anos, assassinado na Favela Tranquilim. Autor desconhecido.




Fonte: Cezar Alves, Jornalista e fotojornalista com atuação no Oeste do Rio Grande do Norte, Brasil.

A Lei de Hamurabi em Mossoró do Século XXI


A LEI DE HAMURABI EM MOSSORÓ DO SÉCULO XXI

 


por Cezar Alves (*)



° Não estamos na antiga Mesopotâmia e na nossa presidência não temos Hamurabi - que reinou de 1792 a.C. até sua morte, em 1750 a.C. -, época onde o criminoso era punido conforme o previsto na LEI DO TALIÃO: "Olho por olho, dente por dente". Estamos no Brasil, onde hipoteticamente o que vigora é o CÓDIGO PENAL - que prevê uma investigação criminal, uma denúncia formalizada por um Promotor de Justiça e uma sentença proferida por um Juiz, dando ampla defesa ao réu.
° Assim que deveria ser, mas não o é.
°  Somente em MOSSORÓ - cidade com 259 mil habitantes no Oeste do Rio Grande do Norte - haviam sido registradas 24 execuções somente neste ano de 2011. Outras 23 pessoas foram feridas a bala. Enquanto escrevia este texto - noite de 20 de fevereiro de 2011 - chegou a notícia de mais uma execução na cidade. A vítima foi o empresário JOSÉ BRENO CAVALCANTE BONFADA, de 50 anos, morto a tiros na porta da residência, na zona leste da cidade. Neste mesmo dia, foi executado também MOISÉS DA SILVA, de 23 anos, com seis tiros disparados por dois homens que fugiram n'uma moto, na zona sul da cidade. Pelo que se sabe, um caso não tem qualquer ligação com o outro.
° Em 2008, foram 118 execuções. No ano seguinte, foram 105 execuções. Em 2010, este número chegou a 150.
° Observando o Mapa da Violência 2010, observa-se que, de 2002 a 2007, o número de homicídios no RIO GRANDE DO NORTE aumentou 82,5%, na BAHIA aumentou 89% e em ALAGOAS passou de 100% neste mesmo período.
° Mas por que tantos homicídios? A resposta não vem de um entendido na área de Segurança Pública, que certamente culparia o tráfico de drogas. Porém, a resposta vem de forma cristalina dos números estatísticos dos próprios órgãos públicos:
90% das execuções ocorridas em 2008 não foram solucionadas. O mesmo percentual em 2009 e a mesma coisa em 2010. Das 25 execuções em 2011, nenhum suspeito foi preso.
° Por que estes crimes não são solucionados e os criminosos presos? Primeiro, faltam agentes civis, delegados e escrivãos. O Governo do Estado - Gestões VILMA DE FARIAS (2003 a 2010), do PSB, e ROSALBA CIARLINE ROSADO (2011),  do DEM - não contrata policiais civis há mais de seis anos. Preferiu investir em Polícia Militar e no aluguel de viaturas. Segundo, falta apoio de um serviço de inteligência bem equipado para os poucos agentes civis trabalharem e, por último, não existe perícia forense para dar suporte técnico as investigações. Inclusive, o Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) - a quem compete as perícias forenses - está em greve.
° Em resumo, diante deste quadro, as investigações não são concluídas. Quando raramente o são, chegam aos TRIBUNAIS sem provas técnicas, obrigando o Ministério Público Estadual a fazer a denúncia contra o réu sem as provas técnicas necessárias para uma condenação exemplar. As vezes, o processo é arquivado por pura ausência de provas.
° A Polícia Civil e Militar têm declarado a imprensa que a onda de execuções em MOSSORÓ -  cuja Prefeita FAFÁ ROSADO é prima da Governadora - se trata, pura e simplesmente, de briga de gangues. Entretanto, observando-se friamente caso a caso, conclui-se facilmente que não é o caso. Em mais de 70% dos crimes, os criminosos chegam de moto, usando capacetes e executam as vítimas a tiros. Quando se procura informações sobre a vítima, percebe-se que esta já cometeu um crime - ou tentou cometer - no passado. Portanto, na maioria dos casos existe um FORTE INDÍCIO de que se trata de VINGANÇA.
° A roda viva é perene. A cada NOVO CRIME, a Polícia - sem estrutura básica para investigar - não prende os pistoleiros e mandantes. Enquanto isso, a FAMÍLIA DA VÍTIMA sabe quem mandou matar e FAZ JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS. Eis que voltamos a LEI DO TALIÃO.
° O cenário de guerra urbana vem se formando ao longo dos anos, com sucessivos casos de injustiça. É um assalto que não foi esclarecido, mas a vítima sabe quem é o AUTOR. É um homicício - ou até outros tipos de crimes - que o ESTADO negligencia na investigação, na denúncia e na punição. Algumas vítimas evitam até procurar o poder público com a justificativa de que nada será resolvido, o que de fato é verdade.
O caso do marceneiro Mateus Bezerra, de 38 anos, ocorrido de agosto a novembro de 2010, ilustra bem este quadro. Talvez um pouco além do necessário. Mateus teve o filho de 17 anos executado por um vizinho devido a uma briga tola entre os dois. Aguardou 25 dias e se quer foi ouvido na Polícia Civil. Se armou e matou o assassino do filho. Os irmãos deste assassino se armaram e executaram Mateus na frente da família. A sogra de Mateus teve um problema cardiovascular e morreu. Seus filhos se armaram e foram matar o assassino de Mateus e da mãe, mas terminaram matando outras duas pessoas que estava na casa destes assassinos. Tudo isto num intervalo de agosto a novembro de 2010.  É provável que este caso ainda resulte em mais mortes, pois em alguns casos, a vingança acontece em acontece em dois ou três anos depois.
° Observando o número de habitantes, o quadro de insegurança no Rio Grande Norte só não é o pior do País, conforme o Mapa da Violência 2010, com o registrado nos Estado de Alagoas e Bahia. E a tendência é piorar, pois os investimentos em segurança pública nestes três estados não contemplam setores da Polícia Judiciária como inteligência e perícia forense. Uma arma que poderia esclarecer a autoria de um crime, por exemplo, ao ser apreendida com um suspeito, sequer passa por um exame balístico, para, através de comparações definirem se este referida arma já foi usada em algum homicídio ou tentativa.
° Diante deste quadro de completa impunidade dos criminosos, não será surpresa nenhuma se os autores da execução do Sr. Breno Cavalcante forem executados nos próximos anos. O caso de Moisés da Silva, também executado no dia 20 de fevereiro de 2011 em Mossoró, segundo as testemunhas contaram a Polícia Militar, já é conseqüência de outro crime que teria sido praticado por Moisés da Silva. E como a família dele sabe de quem se trata, também não será surpresa nenhuma se membros desta família serem executados nas mesmas condições.
° Para reduzir a violência com a atual conjuntura econômica e social, o Estado precisa primeiro reestruturar totalmente a polícia judiciária. O segundo investimento, conforme a Doutora em Educação CLÁUDIA SANTA ROSA, deve ser em educação em tempo integral com escolas construídas em locais amplos, com estrutura de esportes, cultura e lazer, para a criança em sua formação não ficar exposta ao convívio da rua, com acesso a televisão e a internet monitorado. O terceiro setor, conforme o Promotor de Justiça ÍTALO MOREIRA MARTINS, é o prisional. O preso precisa trabalhar na prisão para pagar ao Estado pelo crime cometido, ajudar nas despesas da família e, se for o caso, ter uma chance de resgatar sua própria dignidade como trabalho, evitando assim sair da prisão pior do que entrou. Este seria o caminho para não continuarmos no século XXI a Lei de Hamurabi.



(*) Cezar Alves, Jornalista e fotojornalista com atuação no Oeste do Rio Grande do Norte, Brasil.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

#AbaixoDecreto #CPMFNao #ForaDilma #26FevDiaD

#AbaixoDecreto #CPMFNao #ForaDilma #26FevDiaD

 
 
 
por Ivete Depelegrim Ribeiro (*), no Blog CRITICANDO A MÍDIA.



 
° Sabemos que a Internet no Brasil por ser muito cara ainda não é massiva embora a srª Dilma afirme que irá baixar a mensalidade para que esta chegue a todos os lares brasileiros.
° Será?
° O Topic Trend do Twitter, o popular TT, em 19 de fevereiro de 2011 o #AbaixoDecreto deixava bem claro que as pessoas esclarecidas, com um nível maior de escolaridade, com profissões definidas gritavam em protesto que não aceitam Governo por Decreto nem mesmo a possibilidade de aumentar-se o salário mínimo por decreto pois o Brasil ainda vive uma pseudo democracia, ainda não foi instaurado o regime totalitário às claras e nem vivemos uma monarquia.
° O aumento do salário mínimo passando o mesmo para R$ 545,00 foi um assinte à população que votou na esperança de melhorar seu padrão de vida, mas percebe-se que os deputados elevam seus salários absurdamente sem as desculpas que R$ 35,00 míseros reais arrombam a Previdência Social e as contas do Governo que haverá de gastar bilhões para cobrir o rombo. Vemos partidos ditos do povo, pelo povo (PTB, PC do B, PSB, PDT e PT) votarem contra o povo, contra o trabalhador.
° Mas também percebemos a força e a garra de quem ultimamente foi desmoralizado e praticamente calado por falhas próprias reconhecidas e acertadas mas reduzido por inverdades e difamações de um governo ditatorial que quando Governo Competente e quase perfeito. O PSDB foi sempre barrado pelo partido que hoje é inimigo do trabalhador, o PT, que sempre vetou e veta que propostas sérias, este mesmo partido que hoje chama quem é contra o salário miséria de oportunista e prega a reeleição como necessária para a continuidade de suas práticas malévolas que impedem o país de desenvolver-se.
° A grande mídia apesar de nossos apelos não divulgou nosso grito do #abaixodecretobem como não divulga que o salário mínimo não pode sofrer um aumento maior e digno porque o governo Petista destruiu o financeiro do país. A Internet não chega a todos os lares. Será mesmo que a Srª Dilma deseja abaixar o preço da mensalidade de Internet, investir mesmo em Educação Superior com qualidade, lutar contra o monopólio/ologopólio dos grupos detentores dos veículos massivos de comunicação? A ela importa um povo lúcido, esclarecido e combativo a exemplo do Egito?
° Salve o Dia 26 de Fevereiro de 2011!!!! Outra batalha e fica aqui a torcida pelos Guerreiros do Bem contra os desmandos do PT!!!


(*) Ivete Depelegrim Ribeiro, Estudante de Comunicação Social/Jornalismo - Maceió, Alagoas, Brasil

Uma Semana nada poética

UMA SEMANA NADA POÉTICA
Contribuição de @marcia1907 (*)

“Agora falando sério
Eu queria não cantar
A cantiga bonita
Que se acredita
Que o mal espanta
Dou um chute no lirismo
Um pega no cachorro
E um tiro no sabiá
Dou um fora no violino
Faço a mala e corro
Pra não ver a banda passar”


                                  Esta antiga música de Chico Buarque  me acompanhou a semana inteira, principalmente quando tentava escrever um texto alegre, para cima. Ela expressa exatamente o que estou sentindo por conta do que ocorre no país, no estado e na cidade em que vivo. Realmente eu fiquei com vontade de “dar um chute no lirismo” ao ouvir e ler tanto elogios a uma presidente que simplesmente determinou o  maior arrocho salarial dos últimos 16 anos.  Além disto, confesso que fiquei tentada a dar “um tiro no sabiá” depois de testemunhar o subchefe da Polícia Civil ser preso pela Polícia Federal por receber grana de bandido e ver o chefe da PC, em represália, armar contra o delegado que ajudou na operação da PF. Mas a vontade de fazer “a mala” me veio ao saber que a liminar que meu sobrinho pediu a fim de que o Estado lhe dê o remédio que ele precisa, foi concedida no dia 4 de fevereiro, mas até agora não chegou às mãos dele por conta de todo um processo burocrático. Tudo isto é de matar qualquer poesia...
                     
“Agora falando sério
Eu queria não mentir
Não queria enganar
Driblar, iludir
Tanto desencanto”
                             
                       Bingo! É isto o encanto se perdeu. Se foi por aquela rua em que um juiz deu voz de prisão a uma funcionária do Detran . O “crime” da moça foi ter mandado rebocar o carro de “sua excelência” por conta de atraso no pagamento do IPVA. Não dá para a gente continua se iludindo de que o país progrediu quando em meio a tantas “tenebrosas transações”, boquinhas, e manutenção do poder por velhos oligarcas se quer punir uma avó cuja neta caiu do quarto andar por que estava sozinha em casa. A mãe da menina está internada por uso de crak, o pai é ausente, e a avó sai à noite para estudar. O mesmo estado que não fornece o tratamento para a filha, não disponibiliza creche para a neta pune com prisão e processo a avó que sozinha banca todas elas...

                       Enfim, eu só citei fatos que ocorreram aqui no Rio. Se a gente pensar no que foi o noticiário do país nesta última semana até soa verossímil se dizer que por aqui o “amor-perfeito anda traindo, a sempre-viva, morrendo e a rosa, cheirando mal”. E eu nem quero me lembrar das opções políticas do autor desta música e sim torcer para que a próxima semana me traga algum alento. Afinal, outro poeta já dizia “brasileiro, profissão esperança”...

@marcia1907 Jornalista, Rio de Janeiro - Rio de Janeiro

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ouvi dizer por aí... 154

OUVI DIZER POR AÍ... 154




por Carlos Emerson Junior (*), em 11/Abril/2010, no Blog da Serr@


 

Lula, o “democrata”, ameaçando rasgar a Constituição:
Não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não.

Lula, “esquecendo” que Presidente não tem jornada de trabalho:
Depois do meu horário de expediente na Presidência da República eu vou ter candidato, vou para a rua fazer comício de sábado e de domingo.

Dilma Rousseff, em campanha:
O Brasil pode mais porque nós pudemos mais. Os viúvos da estagnação são os nossos oponentes.

Dilma Rousseff, afagando o ex-governador Garotinho, de triste memória para os cariocas:
O Garotinho é um parceiro antigo, do tempo do PDT.

Garotinho, o marido da Rosinha, retribuindo o carinho:
Se eu estou apoiando a campanha dela, é natural que ela retribua. Somos amigos históricos.

Dilma Rousseff, atacando Serra:
O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi do Planejamento. Planejou o quê ? O apagão.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, devolvendo a crítica:
Quem tem que explicar apagão é ela, afinal, o Serra nunca foi ministro das Minas e Energia.

José Serra, idem:
Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão.

Lula, de olho em um Nobel da Paz:
Vou ao Irã para dizer ao amigo Ahmadinejad que o Brasil é contra armas nucleares. Não vão fazer com o Irã o que vão fazer com o Iraque.

Lula, sobre a tragédia no Rio de Janeiro:
É preciso que os administradores públicos desse país levem em conta de que não é possível mais permitir que as pessoas ocupem áreas inadequadas para morar. É preciso antever isso.

Sérgio Cabral, governador (?) do Rio, idem:
Eu peço para essas pessoas se retirarem. É uma loucura, é uma irresponsabilidade permanecer nesse momento. Essas pessoas estão cometendo quase que um suicídio.

Wolney Trindade, ex-prefeito de Niterói sobre a ocupação irregular do Morro do Bumba:
Durante meu período frente à prefeitura, eu mesmo fui lá e tirei essas pessoas na base da porrada. Eles que queriam se suicidar e, por isso sempre voltaram ao local. A culpa é deles.

Agostinho Guerreiro, presidente do CREA-RJ:
Foi uma tragédia anunciada. Áreas que servem como depósito de lixo ou qualquer matéria orgânica são de pouca sustentação estrutural. As construções nessas áreas ficam mais vulneráveis a qualquer deslizamento.

Jorge Roberto da Silveira, prefeito de Niterói e a “urbanização” do Morro do Bumba:
Teve escola, como todo os outros bairros pobres, médico de família, água luz, calçamento de ruas. Esse é um esforço que a gente faz pela cidade toda. Se eu pudesse ter previsto isso, evidentemente que eu teria evitado.

José Sarney, depois de uma cirurgia na boca:
Fiz de tudo para salvar o bigode.

Sandra Cureau, da Procuradoria Geral Eleitoral:
Considerando a imensidão de sites, blogs e outros meios virtuais, é impossível fiscalizar. A gente não tem condições.

João Eloi Elonike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, indignado com a carga tributária de 33% embutida no preço de bens e serviços médicos no Brasil, maior do que a incidente sobre os medicamentos veterinários (14,5%):
É mais caro chegar a uma farmácia tossindo do que mugindo.

Chiquinho Scarpa, playboy profissional:
Até os 15 anos eu tive tudo o que quis. Depois dos 15 meu pai me colocou para… eu não gosto nem de falar essa palavra, mas para trabalhar. Daí comecei a fazer aquilo que eu não gosto de comentar. Aliás, fico até arrepiado.

Eduardo Paes, prefeito do Rio filosofando:
Não há nada pior do que morrer.

Arthur Xexéo, colunista do Globo, sobre o dilúvio que caiu sobre o Rio:
E se fosse nas Olimpíadas ?



(*) Carlos Emerson Junior, Carioca, botafoguense, blogueiro, administrador, fotógrafo, friburguense, cronista e contista, não necessariamente nesta ordem.

E o povo tomou...

E O POVO TOMOU...










... E CONTINUARÁ TOMANDO!


Imagem criada por @decicote

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Importância do Senado

A IMPORTÂNCIA DO SENADO

por Carla Pola (*)





Não é novidade que o Senado Federal Brasileiro anda desgastado, mas esse desgaste é causado pelos senadores que lá se encontram e não pela Instituição em si mesma. Esta é fundamental numa Democracia Republicana Federativa.
Em países que o território é dividido em Estados Federativos é preciso haver um poder igualitário que represente os territórios (estados), cada unidade da federação. É assim no Brasil e é assim nos Estados Unidos, por exemplo. De outra forma, as decisões caberiam sempre aos estados mais populosos havendo um desequilíbrio.
A palavra Senado deriva do latim senex (velho, idoso), que originou o Senatus que foi a mais remota assembléia política de Roma Antiga, que se originou nos Conselhos de Anciãos, na Antigüidade (4.000 ac). Era a Câmara Alta, assembléia dos notáveis; os mais velhos e experientes, em sua sabedoria, decidiam e aconselhavam nas decisões. Muitos senadores foram exilados por acabarem sendo uma oposição aos imperadores.
O princípio de que os mais velhos e experientes trariam mais sabedoria nas decisões resistiu relativamente através dos tempos; nossa Carta Magna no seu art.14 estabelece a idade mínima de 35 anos para concorrer ao Senado da República, em contraste com Deputado Federal que é de 21 anos.
Sendo o Senado a mais alta Câmara Legislativa que representa os territórios, elege 3 senadores por Estado equilibrando o poder de forças e também dando a mesma importância a cada unidade da federação. Segurando a ânsia legislativa dos deputados que são eleitos em proporcionalidade ao número de eleitores que representam, temos aí a importância do Senado Federal.
Hipoteticamente falando, se hoje o Senado Federal acabasse e tivéssemos só a Câmara dos Deputados, à maior bancada seria a de São Paulo por ser o estado brasileiro com o maior número de eleitores e assim desequilibraria o poder de decisão. Estados com menor número de eleitores ficariam prejudicados. A Câmara dos Deputados representa o povo, por isso o critério da proporcionalidade nas eleições e por isso o maior número de deputados federais serem oriundos de SP.
Vejo muitas pessoas falando num poder legislativo unicameral, isso até faria sentido se falássemos de países divididos somente em municípios e não em estados, valendo assim somente a câmara dos representantes do eleitor; porém, quando há a divisão por estados é preciso o Senado, a fim de equilibrar a Federação e revisar as decisões oriundas da Câmara dos Deputados atendendo aos interesses dos estados federativos.
É preciso entender que a Instituição Senado permanece, são os senadores que passam e passam através do voto. Se queremos um Senado atuante nos interesses que existem numa República, em primeiro lugar é necessário saber votar, elegendo políticos comprometidos com a importância e o verdadeiro papel do senador numa sociedade democrática. Não elejamos os fisiologistas e clientelistas que fazem de uma bela Instituição, a mais alta Câmara Legislativa do país um mercado de troca de favores, um reinado a parte.
Ainda temos muito que aprender. Os eleitores ainda não se conscientizaram do seu papel fundamental na democracia. Votam por troca de favores, sejam telhas, cestas básicas, empregos, enfim... E acabam dando essa aparência de mercado a todos os poderes que precisam ser eleitos pelo voto. De nada adianta reclamar quando não se sabe votar.
Se o Senado Federal do Brasil se encontra na lama do descrédito, da corrupção, das ameaças do banditismo em geral, a culpa é nossa. O Senado como Instituição é nobre e o objetivo da sua existência é mais nobre ainda.
O que vemos hoje? Deputados federais praticando vereança federal e vemos Senadores sem votos dando as cartas no lugar mais alto do Legislativo brasileiro.
Cabe a nós, eleitores, mudarmos este quadro. Exigindo mudanças que comecem a varrer de tão nobre Casa os oportunistas do poder. Que venham as crises! Através delas a verdade se imporá e as mudanças aparecerão! Não nos desesperemos, porém cobremos!
Mudemos essa frase de Theodore Roosevelt:

Quando se faz a chamada no senado, os senadores não sabem quando devem responder "presente"  ou "inocente".

Para essa do Barão de Montesquieu:

Os privilégios devem ser para o Senado (Instituição), competindo aos senadores o simples respeito.

(*) Carla Pola,Professora, Tubarão - Santa Catarina.
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