Arquivos de Debates

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma Semana nada poética

UMA SEMANA NADA POÉTICA
Contribuição de @marcia1907 (*)

“Agora falando sério
Eu queria não cantar
A cantiga bonita
Que se acredita
Que o mal espanta
Dou um chute no lirismo
Um pega no cachorro
E um tiro no sabiá
Dou um fora no violino
Faço a mala e corro
Pra não ver a banda passar”


                                  Esta antiga música de Chico Buarque  me acompanhou a semana inteira, principalmente quando tentava escrever um texto alegre, para cima. Ela expressa exatamente o que estou sentindo por conta do que ocorre no país, no estado e na cidade em que vivo. Realmente eu fiquei com vontade de “dar um chute no lirismo” ao ouvir e ler tanto elogios a uma presidente que simplesmente determinou o  maior arrocho salarial dos últimos 16 anos.  Além disto, confesso que fiquei tentada a dar “um tiro no sabiá” depois de testemunhar o subchefe da Polícia Civil ser preso pela Polícia Federal por receber grana de bandido e ver o chefe da PC, em represália, armar contra o delegado que ajudou na operação da PF. Mas a vontade de fazer “a mala” me veio ao saber que a liminar que meu sobrinho pediu a fim de que o Estado lhe dê o remédio que ele precisa, foi concedida no dia 4 de fevereiro, mas até agora não chegou às mãos dele por conta de todo um processo burocrático. Tudo isto é de matar qualquer poesia...
                     
“Agora falando sério
Eu queria não mentir
Não queria enganar
Driblar, iludir
Tanto desencanto”
                             
                       Bingo! É isto o encanto se perdeu. Se foi por aquela rua em que um juiz deu voz de prisão a uma funcionária do Detran . O “crime” da moça foi ter mandado rebocar o carro de “sua excelência” por conta de atraso no pagamento do IPVA. Não dá para a gente continua se iludindo de que o país progrediu quando em meio a tantas “tenebrosas transações”, boquinhas, e manutenção do poder por velhos oligarcas se quer punir uma avó cuja neta caiu do quarto andar por que estava sozinha em casa. A mãe da menina está internada por uso de crak, o pai é ausente, e a avó sai à noite para estudar. O mesmo estado que não fornece o tratamento para a filha, não disponibiliza creche para a neta pune com prisão e processo a avó que sozinha banca todas elas...

                       Enfim, eu só citei fatos que ocorreram aqui no Rio. Se a gente pensar no que foi o noticiário do país nesta última semana até soa verossímil se dizer que por aqui o “amor-perfeito anda traindo, a sempre-viva, morrendo e a rosa, cheirando mal”. E eu nem quero me lembrar das opções políticas do autor desta música e sim torcer para que a próxima semana me traga algum alento. Afinal, outro poeta já dizia “brasileiro, profissão esperança”...

@marcia1907 Jornalista, Rio de Janeiro - Rio de Janeiro

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ouvi dizer por aí... 154

OUVI DIZER POR AÍ... 154




por Carlos Emerson Junior (*), em 11/Abril/2010, no Blog da Serr@


 

Lula, o “democrata”, ameaçando rasgar a Constituição:
Não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não.

Lula, “esquecendo” que Presidente não tem jornada de trabalho:
Depois do meu horário de expediente na Presidência da República eu vou ter candidato, vou para a rua fazer comício de sábado e de domingo.

Dilma Rousseff, em campanha:
O Brasil pode mais porque nós pudemos mais. Os viúvos da estagnação são os nossos oponentes.

Dilma Rousseff, afagando o ex-governador Garotinho, de triste memória para os cariocas:
O Garotinho é um parceiro antigo, do tempo do PDT.

Garotinho, o marido da Rosinha, retribuindo o carinho:
Se eu estou apoiando a campanha dela, é natural que ela retribua. Somos amigos históricos.

Dilma Rousseff, atacando Serra:
O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi do Planejamento. Planejou o quê ? O apagão.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, devolvendo a crítica:
Quem tem que explicar apagão é ela, afinal, o Serra nunca foi ministro das Minas e Energia.

José Serra, idem:
Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão.

Lula, de olho em um Nobel da Paz:
Vou ao Irã para dizer ao amigo Ahmadinejad que o Brasil é contra armas nucleares. Não vão fazer com o Irã o que vão fazer com o Iraque.

Lula, sobre a tragédia no Rio de Janeiro:
É preciso que os administradores públicos desse país levem em conta de que não é possível mais permitir que as pessoas ocupem áreas inadequadas para morar. É preciso antever isso.

Sérgio Cabral, governador (?) do Rio, idem:
Eu peço para essas pessoas se retirarem. É uma loucura, é uma irresponsabilidade permanecer nesse momento. Essas pessoas estão cometendo quase que um suicídio.

Wolney Trindade, ex-prefeito de Niterói sobre a ocupação irregular do Morro do Bumba:
Durante meu período frente à prefeitura, eu mesmo fui lá e tirei essas pessoas na base da porrada. Eles que queriam se suicidar e, por isso sempre voltaram ao local. A culpa é deles.

Agostinho Guerreiro, presidente do CREA-RJ:
Foi uma tragédia anunciada. Áreas que servem como depósito de lixo ou qualquer matéria orgânica são de pouca sustentação estrutural. As construções nessas áreas ficam mais vulneráveis a qualquer deslizamento.

Jorge Roberto da Silveira, prefeito de Niterói e a “urbanização” do Morro do Bumba:
Teve escola, como todo os outros bairros pobres, médico de família, água luz, calçamento de ruas. Esse é um esforço que a gente faz pela cidade toda. Se eu pudesse ter previsto isso, evidentemente que eu teria evitado.

José Sarney, depois de uma cirurgia na boca:
Fiz de tudo para salvar o bigode.

Sandra Cureau, da Procuradoria Geral Eleitoral:
Considerando a imensidão de sites, blogs e outros meios virtuais, é impossível fiscalizar. A gente não tem condições.

João Eloi Elonike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, indignado com a carga tributária de 33% embutida no preço de bens e serviços médicos no Brasil, maior do que a incidente sobre os medicamentos veterinários (14,5%):
É mais caro chegar a uma farmácia tossindo do que mugindo.

Chiquinho Scarpa, playboy profissional:
Até os 15 anos eu tive tudo o que quis. Depois dos 15 meu pai me colocou para… eu não gosto nem de falar essa palavra, mas para trabalhar. Daí comecei a fazer aquilo que eu não gosto de comentar. Aliás, fico até arrepiado.

Eduardo Paes, prefeito do Rio filosofando:
Não há nada pior do que morrer.

Arthur Xexéo, colunista do Globo, sobre o dilúvio que caiu sobre o Rio:
E se fosse nas Olimpíadas ?



(*) Carlos Emerson Junior, Carioca, botafoguense, blogueiro, administrador, fotógrafo, friburguense, cronista e contista, não necessariamente nesta ordem.

E o povo tomou...

E O POVO TOMOU...










... E CONTINUARÁ TOMANDO!


Imagem criada por @decicote

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Importância do Senado

A IMPORTÂNCIA DO SENADO

por Carla Pola (*)





Não é novidade que o Senado Federal Brasileiro anda desgastado, mas esse desgaste é causado pelos senadores que lá se encontram e não pela Instituição em si mesma. Esta é fundamental numa Democracia Republicana Federativa.
Em países que o território é dividido em Estados Federativos é preciso haver um poder igualitário que represente os territórios (estados), cada unidade da federação. É assim no Brasil e é assim nos Estados Unidos, por exemplo. De outra forma, as decisões caberiam sempre aos estados mais populosos havendo um desequilíbrio.
A palavra Senado deriva do latim senex (velho, idoso), que originou o Senatus que foi a mais remota assembléia política de Roma Antiga, que se originou nos Conselhos de Anciãos, na Antigüidade (4.000 ac). Era a Câmara Alta, assembléia dos notáveis; os mais velhos e experientes, em sua sabedoria, decidiam e aconselhavam nas decisões. Muitos senadores foram exilados por acabarem sendo uma oposição aos imperadores.
O princípio de que os mais velhos e experientes trariam mais sabedoria nas decisões resistiu relativamente através dos tempos; nossa Carta Magna no seu art.14 estabelece a idade mínima de 35 anos para concorrer ao Senado da República, em contraste com Deputado Federal que é de 21 anos.
Sendo o Senado a mais alta Câmara Legislativa que representa os territórios, elege 3 senadores por Estado equilibrando o poder de forças e também dando a mesma importância a cada unidade da federação. Segurando a ânsia legislativa dos deputados que são eleitos em proporcionalidade ao número de eleitores que representam, temos aí a importância do Senado Federal.
Hipoteticamente falando, se hoje o Senado Federal acabasse e tivéssemos só a Câmara dos Deputados, à maior bancada seria a de São Paulo por ser o estado brasileiro com o maior número de eleitores e assim desequilibraria o poder de decisão. Estados com menor número de eleitores ficariam prejudicados. A Câmara dos Deputados representa o povo, por isso o critério da proporcionalidade nas eleições e por isso o maior número de deputados federais serem oriundos de SP.
Vejo muitas pessoas falando num poder legislativo unicameral, isso até faria sentido se falássemos de países divididos somente em municípios e não em estados, valendo assim somente a câmara dos representantes do eleitor; porém, quando há a divisão por estados é preciso o Senado, a fim de equilibrar a Federação e revisar as decisões oriundas da Câmara dos Deputados atendendo aos interesses dos estados federativos.
É preciso entender que a Instituição Senado permanece, são os senadores que passam e passam através do voto. Se queremos um Senado atuante nos interesses que existem numa República, em primeiro lugar é necessário saber votar, elegendo políticos comprometidos com a importância e o verdadeiro papel do senador numa sociedade democrática. Não elejamos os fisiologistas e clientelistas que fazem de uma bela Instituição, a mais alta Câmara Legislativa do país um mercado de troca de favores, um reinado a parte.
Ainda temos muito que aprender. Os eleitores ainda não se conscientizaram do seu papel fundamental na democracia. Votam por troca de favores, sejam telhas, cestas básicas, empregos, enfim... E acabam dando essa aparência de mercado a todos os poderes que precisam ser eleitos pelo voto. De nada adianta reclamar quando não se sabe votar.
Se o Senado Federal do Brasil se encontra na lama do descrédito, da corrupção, das ameaças do banditismo em geral, a culpa é nossa. O Senado como Instituição é nobre e o objetivo da sua existência é mais nobre ainda.
O que vemos hoje? Deputados federais praticando vereança federal e vemos Senadores sem votos dando as cartas no lugar mais alto do Legislativo brasileiro.
Cabe a nós, eleitores, mudarmos este quadro. Exigindo mudanças que comecem a varrer de tão nobre Casa os oportunistas do poder. Que venham as crises! Através delas a verdade se imporá e as mudanças aparecerão! Não nos desesperemos, porém cobremos!
Mudemos essa frase de Theodore Roosevelt:

Quando se faz a chamada no senado, os senadores não sabem quando devem responder "presente"  ou "inocente".

Para essa do Barão de Montesquieu:

Os privilégios devem ser para o Senado (Instituição), competindo aos senadores o simples respeito.

(*) Carla Pola,Professora, Tubarão - Santa Catarina.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Para Viver Bem



Para um homem se dar bem com uma mulher, ele precisa aprender apenas quatro letras do alfabeto:


O, B, D, C!


entendeu ou queres que eu desenhe?




domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Irmandade Muçulmana E O Egito

A IRMANDADE MUÇULMANA E O EGITO
por Carla Pola (*)


A IRMANDADE MUÇULMANA



° O assunto, por si só, já pede um cuidado mais apurado, principalmente, por causa da questão religiosa. Afinal, a civilização ocidental é – em sua maioria – cristã (como eu), ou seja, trazemos arraigados valores como solidariedade, tolerância e fraternidade muito presentes em nosso cotidiano.
° Via de regra, o Cristianismo repugna a violência e prepondera a defesa da vida – tanto a nossa como a de outrem. Aprendemos que se deve olhar para o próximo como a nós mesmos, pois somos o “próximo” de outrem, também.
° Bem ou mal, fomos moldados pelas regras dos 10 mandamentos bíblicos e pela LEI DE DEUS, onde JESUS nasceu para nos ensinar – primeira diferença preponderante, pois os orientais têm JESUS apenas como um PROFETA e não como o FILHO DE DEUS. Apesar disso, não somos melhores ou piores que outros irmãos de outras religioes, ao contrário, nos faz respeitá-los em seus credos, assim como desejamos ser respeitados nos nossos.
° Antes de entrar no tema do artigo, é mister esclarecer o que é a “Irmandade Muçulmana”. A “Jamiat al-Ikhwan al-Muslimun” – em tradução literal “Sociedade de Irmãos Muçulmanos” - foi fundada oficialmente na década de 20 e até os anos 30 não se tem registro de qualquer ato deles contra não-muçulmanos.
° Apesar de identificar-se como “Irmandade”, tem por base o fundamentalismo islâmico, se opondo radicalmente aos governantes do Egito, Marrocos, Turquia, etc. Seu mote principal é fazer valer o “próprio entendimento” do Corão (Livro Sagrado), não admitindo qualquer influência ocidental, inclusive retaliando os islâmicos moderados (sufi). Com o advento do Nazismo na Alemanha e seu ódio contra os judeus – com tropa composta de muçulmanos nazistas, fundadores da mesquita de Munique, local de refúgio pós-guerra –, o número de adeptos aumentou, passando de 800 para 200 mil membros em 1938. Alguns de seus adeptos foram membros da SS, ajudando a matar milhoes de judeus, em especial no gueto de Varsóvia. É justamente neste exercício belicoso que nasce o ódio aos judeus e sua consequente perseguição.
° O lema da “Irmandade” se tornou solene: “DEUS é o único objetivo. Maomé o único líder. O Corão a única Lei. A JIHAD (como identificam a GUERRA SANTA) é o único caminho e morrer por Deus através dela é a única esperança”.
° Essa idéia nazista que virou uma segunda índole dentro da “Irmandade” pode ser comprovada pelo depoimento de testemunhas no julgamento de Mounir AL-Moutassadeq em 2002, acusado de participar dos ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas:

A visão de Atta (líder dos terroristas naquele atentando) baseava-se num modo de pensar nacional-socialista. Ele se convencera de que “os judeus” estão determinados a conquistar o domínio do mundo. Ele considerava a cidade de Nova York como o centro da comunidade judaica do mundo todo, esta que, em sua concepção, era o Inimigo Número Um.


° Assim, em pesquisa mais profunda, a percepção do elo entre a “Irmandade” e o Nazismo se mostrará muito próximo. O perigo maior não se faz apenas contra Israel (inimigo nº1), mas contra todo o ocidente.
°  A “Irmandade” atua aproximadamente em 70 países, entre eles, o Brasil. Em cada região possui uma forma ímpar de agir, mas sempre como base a infiltração.
°  No Egito, por exemplo, a “Irmandade” constrói hospitais e escolas para pessoas carentes. Forma líderes políticos infiltrados em sindicatos e movimentos estudantis, pregando o antiamericanismo e o antisemitismo, mostrando-se sempre como “vítimas” da perseguição de ambos. Em outros países do Oriente Médio, criam grupos terroristas como o Hammas, a Jihad Islâmica Egipcia, o Fatah da Organização para Libertação da Palestina (OLP). No resto do mundo atuam nas redes sociais, através do Facebook e Twitter e, definitivamente, seus membros estão espalhados por todo Ocidente.

 
O EGITO


° O ditador egipcio Mubarak se sustentou no poder usando como escudo o perigo emanado da “Irmandade Muçulmana” (fato real). Aos 82 anos, o chefe de Governo queria fazer seu filho, Gamal, seu sucessor.
° Não deu. O povo egípcio deu um basta em 30 anos de ditadura. O resultado das ações populares foi a renúncia de Mubarak. Assumiu o controle político do país ficará temporáriamente a cargo do “Conselho das Forças Armadas”, que assegura que vai conduzir o país na transição para um regime democrático, sem abolir a autoridade civil.
° Portanto, assim sendo, haverá eleição; no momento o favorito já preparado pela irmandade é Mohamed El-Baradei. E é bem aí que mora o perigo! Tendo a “Irmandade” criado o Hamas que domina a faixa de Gaza, hoje fechada para o lado egípcio, como ficará o quadro geopolítico, caso a “Irmandade” venha a vencer as eleições? Respeitarão a democracia a qual o país será conduzido ou dará um golpe nela?
° Essa semana a “Irmandade Muçulmana” foi cantada em prosa e verso pela imprensa mundial com a revolução acontecida no Egito, chamada como baluarte da democracia e da justiça social. Se o caso não fosse tão sério, seria de morrer de rir. Pois uma “Irmandade” que não aceita e respeita seus irmãos islâmicos moderados, cria e mantém grupos terroristas, como pode ser chamada de defensora da DEMOCRACIA e da JUSTIÇA SOCIAL?
° Fato é que nem o povo egípcio sabe o que é Democracia, se revoltou diante de anos de repressão e miséria, a má qualidade de vida. A força da “Irmandade Muçulmana” no Egito não pode e nem deve ser subestimada.
° Diante de tudo isso, a preocupação ocidental também não é pequena, pois está nas mãos dessa parte do mundo o necessário PETRÓLEO. Situação delicada é pouco!
° Nessas horas gosto sempre de lembrar de Winston Churchill:

Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir.”

° Ou...

Se Hitler invadisse o Inferno, eu cogitaria de uma aliança com o Demônio.



(*) Carla Pola, Professora - Tubarão, Santa Catarina, Brasil.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Almas Perdidas

ALMAS PERDIDAS
por Hilda Regina Medeiros (*)
Conheço cada um dos seus gestos...
os que se perdem no espaço dos minutos
e os que ficam gravados na minha memória,
os que escrevem a nossa história...

 
E assim, caminhamos, vencendo os dias,
escrevendo um tempo de novidades,
acrescentando capítulos a nossa história
e sem perceber, escrevemos um romance,
"eu e você,
você e eu."

 
Assim, 
o tempo traz o amadurecimento que nos transforma,
sem olharmos no espelho da saudade,
encaramos a realidade dos dias,
e nos fazemos mais fortes diante dos contratempos,
e nos esquecemos das brigas sem sentido,
e nos prendemos ao que realmente importa,
e o que realmente importa é calmo, é sereno,
é como um velho vinho adormecido,
desperto pelo abrir da rolha ressequida,
safra inebriante, deliciosa, única.

 
Somos então, almas perdidas que se encontraram,
presos na teia do amor,
que quanto mais antigo, mais novo, 
mais rejuvenescidos pelas experiências,
por que somos eternos na forma de amar.
"eu e você,
você e eu"
para sempre, 
ainda que a eternidade seja um breve espaço no tempo,
nós escrevemos a nossa vida num único caderno.


(*) Hilda Regina Medeiros, Advogada, Belém-Pará-Amazônia-Brasil.


Comentário:
Apenas um pensamento poético de alguém que sente saudades, sorri, chora, brinca, fica séria, se magoa, fica triste...
É adulta... É criança...
Mas infinitamente vive e acredita no amor.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ninguém Planeja Fracassar


"Ninguém planeja fracassar,
mas fracassa por não planejar"

Jim Rohn, conferencista americano.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Profecia Do General

A PROFECIA DO GENERAL

 
 
Impressionante a profecia do General Mourão Filho (1900-1972).
O General morreu em 1972 e, portanto, NÃO conheceu Luís Inácio LULA da Silva.
Assim, veja como o General foi profético quando escreveu em seu livro nos idos de 1970:
 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Que Falta?

O QUE FALTA?


Veja se descobre o que falta antes do fim da leitura!

Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.

Descobriu?


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um "PAC" com Povo

UM "PAC" COM O POVO

Para uma criatura como eu, ficou impossível não "responder" ao convite silencioso do Cordel de autoria do MIGUELZIM DE PRINCESA. Então, não pensei duas vezes e mandei ver. E, antes que eu desistisse de publicitar, ei-lo abaixo. Entretanto, tu só vais entender a resposta, se leres PRIMEIRO, o Cordel do MIGUELZIM. Tecla aqui no título => UM "PAC" COM A DILMA? <= Ele vai te levar direto a página do cordel.
Espero que comentes. Quero saber se vais rir do mesmo jeito que eu, enquanto fazia.

Um "PAC" com o Povo
I
Se Avestruz vira pavão
Confesso eu nunca vi.
Mas bem sei que ultimamente,
Se tem dinheiro na mão,
Os caras fazem de tudo:
Plastificam até dragão.
II
Ela pariu?... Alto lá!
Esse dinheiro falado
Vem do meu bolso, é suado,
Vem de trabalho e está impresso
Que difere da mordomia
Que paira lá no Congresso.
III
E ela está presidente
E com baba-ovo na oposição.
Os sem-vergonha, de novo,
Passaram a sacolinha na mão
E o povo que se exploda,
Pois não vai ver um tostão!
IV
No norte inauguraram uma pedra
Os bolsistas foram lá aplaudir!
No Nordeste, a seca é inclemente
Nem pararam pra se exprimir
E veio a inundação...
Gastar nos grotões? Faz-me rir!
V
Garanhões e gulosos?
Não fale assim dos Congressistas
As coisas agora mudaram...
Tiraram a pose fascista
Chegou um cara-pintada
E tem palhaço na pista.
VI
Ahh entendi o teu problema
E vou te ajudar a resolver:
Elogia a competência
Que existe no PT
E te garanto, sem medo,
Tua lasquinha hás de ter!
VII
Eu conheço uma ANJELINA
Ela também é JOLLY!
Uma drag que faz sucesso
Só falta eu ir conferir
O agente dela é famoso
Igual a Angelina daí!
VIII
Estás por fora, Miguelzim...
Não tem pedaço de pau!
Tem bomba, metralhadora...
Grampeador e o escambáu!
Descobriram que O DIABO
VESTE PRADA, afinal!
IX
Superpoderosa? Rá! Rá! Rá!
Lindinha ela nunca foi.
Parece irmã do Bozó!
Docinho? Só se for de jiló!
E florzinha... Tenha dó!
É a incompetente do PAC e SÓ!
X
Sou brasileira e conclamo:
Vamos bater a panela
Topo marcar a jararaca
E não dá moleza pra ela
E n'um futuro bem próximo...
Chutar os fundilhos da corja que está com ela!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"QI" dos Concursados e dos Temporários

"QI" DOS CONCURSADOS E DOS TEMPORÁRIOS
Por Sérgio Alberto Frazão do Couto, Advogado - Belém do Pará.
 Urge solucionar uma situação de grave ilegalidade no funcionalismo público do Estado do Pará: cidadãos que se submeteram a concursos estão sendo preteridos em seus direitos para beneficiar "apadrinhados", nomeados como "temporários", que acabaram se "efetivando". Essa injustiça manifesta - para lembrar Rui Barbosa, eis que essa anomalia perdura há mais de 20 anos - revolta a qualquer pessoa de bem. Será que também revolta os governantes? Pois deveria! Trata-se de uma prática tão ou mais condenável que o nepotismo. Este, pelo menos, tem uma justificativa comovedora: solidariedade de parentesco.

A OAB, em vez de estar lutando pela exclusão das pensões dos ex-governadores - cuja legislação merece, sim, aperfeiçoamentos, para se extirpar certas distorções presentes, mas não de extinção radical. como opinarei oportunamente - deveria estar se dedicando a objetivo muito mais digno e meritório: estancar a sangria mensal de milhões e milhões de reais dos cofres públicos para atender a pagamentos ilegais e imorais de milhares e milhares de servidores públicos "temporários", nomeados para atender a interesses políticos partidários subalternos.

Enquanto os concursados submeteram-se a avaliação dos seus méritos, inclusive pagando elevadas taxas de inscrição (o que, por si só, já exclui os mais carentes, ainda que mais preparados, e deveria ser paga pelo órgão público interessado na seleção), os "temporários" ingressam no serviço público "pela janela" do "QI" - quem indica dos seus padrinhos. Sem qualquer avaliação de seus QI - quociente de inteligência.

É preciso que o Ministério Público, afinal, tome providências civis, penais e administrativas contra os gestores relapsos e/ou coniventes, com vistas a fazer cessar essas distonias morais no serviço público. Tal como fez, meritoriamente, quando exigiu os TACs - termos de ajustes de conduta - de legalidade duvidosa, que seja, mas de induvidoso estofo ético - no intento de evitar a proliferação dessa prática deplorável e diminuir o passivo de constitucionalidade dessas contratações a sombra do "coronelismo". Até porque o "parquet" não ignora a regra constitucional que impõe a aprovação em concurso público como condição "sine qua non" para investidura no serviço público. Excepcionam-se os "cargos de confiança", de livre nomeação e demissão, e os "por tempo determinado" para atender a "necessidade temporária de excepcional interesse público". Nessa expressão polissêmica é que se abrigam os maus administradores - que sabem, mas não praticam, ou que não sabem o que seja planejamento - para cometerem as barbaridades morais das contratações "temporárias", que acabam se tornando "definitivas".

Em troca de votos, pedem nomeações ilegais, escondendo serem transitórias. Os "enganados" pensam ter, afinal, adquirido estabilidade. Constituem famílias e assumem compromissos financeiros. Quando o Judiciário ou os administradores honestos corrigem as ilegalidades, estes são os culpados. Não os gestores enganadores.

No caso da requisição de uma funcionária da Prefeitura de Castanhal por uma das juízas de Ananindeua, para ser a diretora de sua secretaria, sem nem ao menos ter formação jurídica, a conclusão é uma só: genuinamente ilegal! Tabto na ética quanto na estética. Na ética, porque há concursados do TJE, com formação jurídica, a espera de nomeação. Na estética porque o CNJ já reprovou esse tipo de iniciativa no âmbito do TJE-Pa, o que oportuniza vexame nacional para a uma magistratura já tão abalada por condutas isoladas de alguns de seus integrantes.

Corrija-se a tempo!

P.S: Aurélio Correia do Carmo é o único sobrevivente dos quinze colegas de turma do meu pai, Alberto Valente do Couto. Formados em 1945, dessa turma saíram quatro governadores do Pará: Guilhon, Pojucan e Lassance (desembargadores que assumiram interinamente) e Aloísio Chaves, pai do Aloísio Augusto, com quem me formei em 1969 (estudávamos na casa da santa vovó Almerinda, mãe da D. Maria do Faro). Aurélio é advogado. Foi o governador mais jovem da história do Pará e desembargador. Nos seus 80 anos, fui distinguido com a honra de saudá-lo, na AP. Nos seus 89, lamento não ter podido abraçá-lo. Cumprimentei-o por outros meios, que só os iniciados conhecem. Bobbio, em "De Senectude" (Egídio Filho, não te preocupa. Vou te devolver!) tinha razão: "Quanto mais idade, mais sabedoria".


Por Sérgio Alberto Frazão do Couto, Advogado, ex-Presidente da OAB/PA. Texto publicado no Jornal O LIBERAL, Caderno PODER, pag.11, no dia 06/Fevereiro/2011 - Belém do Pará.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

ONDE ESTÁ A HONESTIDADE?

ONDE ESTÁ A HONESTIDADE?
por NOEL ROSA e KID PEPE

Você tem palacete reluzente
Tem jóias e criados a vontade
Sem ter nenhuma herança nem parente
Só anda de automóvel na cidade.
E o povo já pergunta por maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?

O seu dinheiro nasce de repente
Em bora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e até felicidade

E o povo já pergunta por maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?

Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente

E o povo já pergunta por maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?
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